PEC 534 APROVADA JÁ!!!

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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Reflexão: Mas afinal, o que sou?

Reflexão: Mas afinal, o que sou?

Quando um militar estava à frente de uma GCM, externamente muitas “caras”, feias, de repúdio, desconfiadas; apareceram. E o motivo principal foi o fato de ser um MILITAR. Corretamente e aceitável essas “caras”, haja vista que muitos GCM’s passavam e passaram por experiências negativas com comandantes que não vieram do mundo das guardas, que não eram “puro sangue”.
Comandantes esses que sem nenhum conhecimento técnico sobre essa instituição, faziam com que as mesmas continuassem com o estigma de “guardinhas”. Assim afirmavam os servidores que passaram por essas administrações.
Mas, percebemos que o problema principal era sim o fato de ser militar. Essa sempre foi a principal barreira que esses enfrentavam. À duras penas alguns conseguiram mostrar que a intenção era a melhor possível, e, as provas disso são concretas e inquestionáveis. Assim que a missão era cumprida e que o trem começava a andar como deveria, se despediam e desembarcava na estação marcada.
Porém, não conseguimos entender como algumas GCM’s ainda insistem em descumprir a Lei 13.022, no seu Artigo 19, pois, constantemente copiam e utilizam “ferramentas” próprias de “milicos”, como eu.
De forma nenhuma que seja pregada a separação operacional. O que gostaríamos de ver é: GCM’s com código fonético próprio, com suas repartições sendo chamadas por outro nome que não seja um que faça alusão a unidades militares, fardamento que nem de longe lembre a de outra instituição que não seja outra guarda municipal, sistema de rádio comunicação independente, espaço físicos 100% de guardas e etc.
Guarda Municipal não é “tapa buraco”. Não tem que ficar a pé porque emprestou a sua viatura à outra instituição. Seu serviço não pode ser menos eficiente ou eficaz, justamente por ter um servidor desviado de sua função e servindo em outra instituição, coisa totalmente errada e inaceitável. Guarda Municipal não é “carcereiro”, não é “escrivão”, não é “soldado”. Guarda é Guarda, deve obrigatoriamente ter consciência de sua missão, de sua importância como agente de segurança pública e membro de instituição i-n-d-e-p-e-n-d-e-n-t-e. Guarda é subordinado a Guarda e não dá o banco da frente para comandante de uma co-irmã, pois ali é seu espaço e deve ser considerado por isso. Guarda tem que ter identidade própria.
Reitero que não se deve pregar a separação operacional, mas sim exigir e torcer, que as Guardas Civis Municipais, tenham identidade própria. Que discutam positivamente, de igual para igual, qualquer planejamento de operação conjunta, com qualquer co-irmã que seja, pois se capacitou muito bem para exercer sua função, e que apenas não acenem com a cabeça, em sinal de que aceitam deliberadamente qualquer resolução imposta por quem quer que seja.
Que exijam respeito quando respeito derem e que sejam 100% Guardas, tendo orgulho disso


Por Ricardo Noronha Brasil

1 Comentários:

Edilson Andrade disse...

Sou GM na cidade de Crateús-Ceará, gostei muito desse artigo por sua coerência. Concordo plenamente que somos independentes e precisamos "marcar nosso território".

Minha preocupação é em relação ao Art. 14 da Lei 13.022 e de como os companheiros GMs veem e pretendem cumpri-lo. Pois uma coisa é não ficarmos sujeitas a regulamentos disciplinares de natureza militar, outra é nos tornemos demasiadamente "APAISANADOS".

Já vejo aqui alguns companheiros acharem que com base no Art. 14 não deve ser regulamentado corte de cabelo e barba, que o uso de ordem unida deve ser abolido assim como ações de civismo como continências aos símbolos nacionais. PRECISAMOS DE MATURIDADE.